Nossa estreia no Catarse!

Galera!

Hoje é um dia muito especial: começa a contagem regressiva pra publicação do nosso primeiro livro de contos e poesias. Nós teremos 60 dias para fazer acontecer o financiamento colaborativo do nosso projeto.

A jornada foi longa e enfim estamos aqui, com o livro prontinho! Reunimos com todo o carinho parte nossos escritos porque, principalmente, acreditamos na arte como força de resistência, denúncia e encanto! E não dava mais prá deixar guardado na gaveta ou no desktop, hehe.

Agradecemos de coração à todos que estiveram ao nosso lado e aguentaram a nossa euforia por compartilhar as criações literárias.
Um abraço muito apertado à equipe que abraçou esse sonho com a gente:Thiago Dominoni, Antonio Lopes, Andressa Marzani, Thiago Martins, K’roll Oliveira, Francis de Cristo e Larissa Mayra de Lima!

Abaixo o link do Catarse para a contribuição e aquisição antecipada do livro:catarse.me/criancaflorpele

Ação de Divulgação!

Nós começamos uma jornada de entrega de presentes, como ação de divulgação do projeto do nosso livro! É assim: cada integrante da equipe vai escolher um lugar da cidade e um horário, ali vai presentear alguém com uma das nossas caixinhas em miniaturas e mais outra lembrança, partezinha do livro.

Aqui a arte de divulgação da ação dessa semana, com o Antonio Lopes.
Você pode encontrar o Ton na terça-feira agora, 04.11 às 15h em frente à Gibiteca do Solar do Barão.

ação caixinhas

Nossos Primeiros Marca Páginas!

Nós como artistas e escritores que somos adoramos a leitura e os acessórios dela!
O Antônio Lopes, da nossa parceríssima Impulso Visual, inspirado em um de nossos micro-continhos, criou com toda sua sensibilidade uma ilustra e o nosso primeiro marca páginas!

Durante essa etapa o marca-páginas é nossa forma de divulgar o nosso projeto. Há um outro modelo maravilhoso que virá logo mais… Os marca-páginas vão compor os nossos arranjos de brindes e recompensas pela colaboração financeira no Catarse!

Toda semana estamos realizando uma ação de divulgação! Onde um integrante de toda equipe vai até algum lugar da cidade e presenteia alguém com um marca-página e mais uma outra delicadeza artesanal, que é surpresa!

marca páginas

Criança à Flor da Pele

Viver com Bolha no Pé era Comum 

Eu sou do tempo em que o mertiolate era o maior inimigo do homem.
Caio Kim

Contos Ilustrados! nº 1

A nossa coletânea de conto e poesias está quase aí! O nosso livro Criança à Flor da Pele é ilustrado por Francis de Cristo e Antonio Lopes.
O Francis já realizou, antes da organização do projeto do livro, ilustrações de nossos contos. São dois: ‘Cortaram meu Black Power’ e ‘Receita sem Asa de Morcego’!

Divulgamos aqui, uma a uma, essas ilustras e contos pra vocês irem experimento um pouquinho dessa belezura toda artística! Confira clicando aqui a ilustra de Receita em Asa de Morcego.

cortaram meu black power

Cortaram meu Black Power!

Cresceu rodopiando pião na curva do meio fio de sua rua, o chão de terra lambuzando os pés pras peladas com bola de meia e os buracos sendo alvo das emocionantes partidas de bolinha de gude. Amiguinho de todo mundo só torcia o bico quando tiravam onda do penteado maluco: ‘- Parece cogumelo.’ Mó vacilo isso aí! Nos cadernos da escola as continhas aprendidas ajudavam na contagem das moedas pra compra do álbum de figurinhas. Querido time do coração! Mas nas peripécias de moleque a dor foi se aproximando e criando a profecia do dia-a-dia: também de pão vive o homem. A sobrevivência exigiu a brincadeira mudar-se pra mais longe de casa. Lá por onde passa sempre muita gente de tudo que é canto indo pra tudo que é lugar e buscando tudo que é tipo de coisa. Há de ter uns que admirem malabares também! As cores de luzes do sinal eram a ampulheta de sua sobrevivência. Ser um mágico espetacular nos quatro primeiro segundos e no segundo tempo ser convincente o suficiente e descolar umas moedas, tudo trocadinho. Trocada sua arte no sinal por dinheiro, trocado seu dinheiro por arroz com feijão. Tornou-se homem sem poder exibir diploma, mas garantiu em casa barriguinhas todas cheias. Numa dessas madrugadas após baladinha caminhava na rua ao lado da namorada. Foi preciso segurar firme o choro e toda a raiva.Caso tivesse naquele dia uma lâmpada do gênio no bolso teria pulado num tapete voador e escapado da enrascada. Mas um truculento homem fardado lhe jogou na traseira de um camburão. A serenata programada ficou só na expectativa de quem a noite toda admirou a Lua, sentado em cama gelada.